Publié par fara

Por Sousa Jamba

 

sousa jambade

 

 

 

Nas livrarias dos Estados Unidos, há sempre uma secção para negócios onde se encontra várias obras sobre liderança, assim como manuais de autoajuda. Certos livros dizem conter a sabedoria e as lições de liderança de figuras que se destacaram em vários ramos: militar, desporto, artes, política, etc. Parece haver um número de livros ilimitados sobre a sabedoria de Abraham Lincoln — assim como dos pais fundadores da nação, como George Washington. Os americanos nunca param de venerar a sabedoria antiga. Agora, os africanos parecem estar a fazer a mesma coisa.

 

Notei que na África do Sul existe o mesmo fenómeno — só que com uma dimensão africana; há livros com lições sobre liderança vindas do Shaka Zulu e de nacionalistas como o Nelson Mandela. Há, também, livros sobre liderança inspirados pela filosofia de Umbuntu – segundo a qual “a vida de alguém só faz sentido se a mesma for dedicada ao bem-estar dos outros”. Achei sempre que existiu uma falta de livros sobre a sabedoria da cultura tradicional africana. Por ela ser, em geral, oral, a sabedoria tradicional africana é contida nos ditos e provérbios de várias comunidades. Há, também, as lendas e contos que, em geral, contêm o conhecimento destilado das sociedades.

 

Na cultura anglo-americana, por exemplo, a brevidade é, em regra, altamente valorizada. Vai-se a uma reunião, adere-se a uma agenda e trata-se de cada item — ponto final. Em muitas culturas africanas, porém, há momentos em que tem de haver uma celebração da língua; a reunião pode mesmo começar com o mais velho contar uma lenda ou a citar vários provérbios. O tema central de muitos livros sobre liderança, que se encontram nas livrarias americanas, é que os líderes, ao contrário dos gerentes, é que têm a visão, eles sabem qual é o destino do comboio. Os gerentes têm como tarefa principal garantir que as engrenagens que fazem o comboio andar estejam em dia. Em muitas sociedades tradicionais africanas este modelo também existe.

 

Em Angola, há a cultura do njango – o local aonde os mais velhos da aldeia se reúnem para resolver os vários assuntos da comunidade. Trata-se de uma espécie de conselho de administração. A experiência conta muito; é por isso que é dado muito valor à idade. Os mais velhos – os sekulus – estão conscientes dos valores da comunidade. O bom nome desta comunidade tem de ser respeitado a todo custo. As decisões da mesma comunidade têm de alinhar-se com os valores fundamentais das mesmas. E a habilidade de se encontrar um equilíbrio ideal só vem com o tempo e paciência.

 

Nas livrarias dos Estados Unidos, há sempre uma secção para negócios onde se encontra várias obras sobre liderança, assim como manuais de autoajuda. Certos livros dizem conter a sabedoria e as lições de liderança de figuras que se destacaram em vários ramos: militar, desporto, artes, política, etc. Parece haver um número de livros ilimitados sobre a sabedoria de Abraham Lincoln — assim como dos pais fundadores da nação, como George Washington. Os americanos nunca param de venerar a sabedoria antiga. Agora, os africanos parecem estar a fazer a mesma coisa.

 

Notei que na África do Sul existe o mesmo fenómeno — só que com uma dimensão africana; há livros com lições sobre liderança vindas do Shaka Zulu e de nacionalistas como o Nelson Mandela. Há, também, livros sobre liderança inspirados pela filosofia de Umbuntu – segundo a qual “a vida de alguém só faz sentido se a mesma for dedicada ao bem-estar dos outros”. Achei sempre que existiu uma falta de livros sobre a sabedoria da cultura tradicional africana. Por ela ser, em geral, oral, a sabedoria tradicional africana é contida nos ditos e provérbios de várias comunidades. Há, também, as lendas e contos que, em geral, contêm o conhecimento destilado das sociedades.

 

Na cultura anglo-americana, por exemplo, a brevidade é, em regra, altamente valorizada. Vai-se a uma reunião, adere-se a uma agenda e trata-se de cada item — ponto final. Em muitas culturas africanas, porém, há momentos em que tem de haver uma celebração da língua; a reunião pode mesmo começar com o mais velho contar uma lenda ou a citar vários provérbios. O tema central de muitos livros sobre liderança, que se encontram nas livrarias americanas, é que os líderes, ao contrário dos gerentes, é que têm a visão, eles sabem qual é o destino do comboio. Os gerentes têm como tarefa principal garantir que as engrenagens que fazem o comboio andar estejam em dia. Em muitas sociedades tradicionais africanas este modelo também existe.

 

Em Angola, há a cultura do njango – o local aonde os mais velhos da aldeia se reúnem para resolver os vários assuntos da comunidade. Trata-se de uma espécie de conselho de administração. A experiência conta muito; é por isso que é dado muito valor à idade. Os mais velhos – os sekulus – estão conscientes dos valores da comunidade. O bom nome desta comunidade tem de ser respeitado a todo custo. As decisões da mesma comunidade têm de alinhar-se com os valores fundamentais das mesmas. E a habilidade de se encontrar um equilíbrio ideal só vem com o tempo e paciência.

 

 

 

                                                      Via: http://negrosnegrascristaos.ning.com