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As acirradas divergências no seio do Partido Democrático para o Progresso - Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), formação política sem assento parlamentar, podem levantar o espectro de extinção.

 

 

Militantes do PDP-ANA estão descontentes com a actuação do actual presidente, Sediangani Mbimbi, que, durante o seu mandato, não conseguiu conquistar um único assento na Assembleia Nacional, embora tenha já participado em dois pleitos.

 

Os insatisfeitos, liderados pelo secretário-geral, Simão Makazu, entendem que, desde o falecimento do líder e fundador, Nfulupinga Nlandu Víctor, cujo crime ainda não foi desvendado, o partido perdeu expressão no seio da população votante e há, igualmente, letargia no que toca à expansão de encontros ou implantação em todo o país.

 

A formação política perdeu a sua sede nacional e, actualmente, o presidente condu-la a partir da sua casa.

 

Em contrapartida, vozes há que alegam que a ala liderada pelo secretário-geral está a ser pressionada por um grupo composto por antigos líderes de partidos políticos já extintos pelo Tribunal Constitucional, que circulam informações de que esta ala está a ser financiada para encetar o golpe e espalhar a confusão no seio da agremiação.

 

De entre outras actividades, a ala divisionista conseguiu reparar a antiga sede provincial do partido, localizada no bairro Palanca, e tem andado de órgão a órgão de comunicação social, com vista à descredibilização do seu presidente.

 

Convocaram um congresso para este este mês de Março, à margem do conhecimento do presidente do partido e fala-se na injecção de valores da parte de um dos políticos, cujo nome ainda não foi revelado. Diante da suposta letargia de Sediangani Mbimbi, este mantém-se sereno na condução do partido e não se dá sequer ao luxo de responder aos insurrectos, mas esta situação, de acordo com analistas, pode empurrar para a cova a formação fundada por Nfulumpinga.

 

Por outro lado, analistas questionam sobre a inteligência do aludido secretário-geral que pretende fazer desaparecer o partido a troco de interesses inconfessos, sendo certo que a presença de antigos líderes é um facto indesmentível. Ao invés de traçar políticas que ajudam o partido a sair da letargia, o secretário-geral e os seus aliados estão a ser pouco inteligentes e fazem a chamada política de estômago vazio, porque deviam juntar-se ao presidente para reavivar a agremiação e não procurar afundá-la", disse um analista que considera vergonhoso o que os chamados políticos têm estado a fazer.

 

"O Simão Makazu está a fazer o jogo dos partidos extintos e isso será um suicídio político para o PDP-ANA, assim como para os militantes que militam nele há mais de 20 anos".

 

 

Fonte: Agora