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Por Sebastião Kupessa

 

 

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    Sr. Osvaldo Varela, Embaixador de Angola na Confederação Helvética (Imagem de S. Kupessa)

 

 

O Gemeinsaftzentrum Seebach, na cidade de Zurique, acolheu o segundo encontro, entre o Embaixador da República de Angola na Confederação helvética, o Sr Osvaldo Varela e os angolanos residentes neste pais europeu. Depois do primeiro encontro realizado  com os residentes do Cantão de Genebra, há um mês, desta vêz, o diplomata angolano teve  encontro, com os habitantes de origem angolana, domiciliados nos Cantões de Lucerne, Schwiz, Zug, Thurgau, Argau, Schaffhausen, St Gallen, Appenzel, Graubünden e Zurique,  ontém , no dia 28 de Abril.

 

Como no primeiro encontro, o objectivo da embaixada é de aproximar-se com os angolanos residentes naquela parte da Suiça, com vista a trocar informações, tratar questões de natureza consular e auscultar problemas que afetam a comunidade angolana e propor-se, fazer, de forma gratuita, registo para tratar cartões consulares para aqueles que não  o possuem.

 

Na sua alucução que durou acerca de uma hora, o embaixador, acompanhado pelo responsável de serviços consulares, o Sr Manuel Aguilar e do Adido administrativo, o Sr Denilson Teixeira, afirmou que nem tudo que se publica na imprensa, em sites e blogs da diáspora, concernente a situação do país, reflecte a realidade, ao contrário,  Angola está conhecer progressos signicativos em todos níveis, nos transportes, na educação, na saúde, na construção de habitações, na criação de polos industriais em várias cidades de Angola, etc.

 

Concernente o direito de voto de cidadãos angolanos na diáspora, o Sr Osvaldo Varela, afirmou que a lei eleitoral atual não prevê isto, portanto os angolanos residêntes fora do país "não votarão". Justifica que esta decisão não tem motivação política, porque  " o voto da diáspora não determinará a vitória de qualquer candidato que seja. Mas a razão está no lado administrativo e de organização, porque se a diáspora pudesse votar, criar-se-ia um cíclo eleitoral a parte, onde seriam registados os angolanos nas embaixadas onde vivem e também em Angola. Isto vai precisar meios administrativos e financeiros com resultado que não vai influenciar a vitória de um candidato. No campo legislativo, entre 230 deputados que compõe a Assembleia da República, a diaspora vai eleger só dois deputados,  será em minoria e não vai exercer influência nenhuma nas decisões sobre a orientação do país" concluiu.

 

Sobre a criação de casa de cultura angolana na Suiça, o representante do estado angolano  realçou que isto depende da organização da comunidade angolana na Suiça, porque " há várias associações de angolanos na Suiça, que a embaixada não sabe com qual ter contactos " e exortou os angolanos organizarem-se em uma só associação ou uma federação de associações, que vai defender os seus interesses, neste contexto, fêz a referência ilustrativa do Forum Angolano de Reflexão e de Acção, em sigla FARA, com sede em Genebra, porque esta organização está fazer algo de concreto, a prova,  está para enviar dezenas de computadores, embora usados, para o município da Damba, que vai servir alunos desta localidade da provincia do Uíge.

 

Para terminar, o embaixador louvou a comunidade angolana residente na Suiça, porque segundo as informações que possue, vindas do BMF, organismo do governo helvético que trata problemas da imigração, o comportamentos dos angolanos na Suiça é exemplar, isto dignifica Angola.

 

Salientámos que a comunidade angolana na Suiça é composta de 5300 habitantes,  2800 fizeram o pedido de permisso de residência, com declarações feitas pela embaixada de Angola, dos quais 2200 tiveram resultados positivos.

 

Em toda a Confederação Helvética, o Cantão de Zurich, conta mais habitantes angolanos, com cerca de 500 residentes.

 

A próxima reunião está prevista no cantão de Ticino, de expressão italiana.

 

 

 

 

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