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Região dos Grandes Lagos quer Angola a integrar a

Fotografia: Reuters

 


Os Chefes de Estado e de governo dos países membros da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos analisaram, em Kampala, a situação vigente na região do Kivu, Leste da República Democrática do Congo, na cimeira em que o Presidente da República foi representado pelo ministro da Defesa Nacional, Cândido Van-Dúnem.
Na cimeira, os estadistas africanos analisaram o relatório do subcomité dos Ministros da Defesa da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, segundo uma nota de imprensa do Ministério da Defesa.


A anteceder a cimeira, realizaram-se encontros a nível de coordenadores nacionais e peritos de Defesa, do comité regional inter-ministerial e dos ministros da Defesa.


Esses encontros, segundo a nota, avaliaram a situação humanitária no Leste da República Democrática do Congo (RDC) e estudaram mecanismos para a gestão do fundo humanitário que irá socorrer as vítimas do conflito e refugiados.
 Convocada pelo Chefe de Estado do Uganda, Yoweri Museveni, que esteve recentemente em Angola, apenas três presidentes responderam ao convite, nomeadamente o líder da RDC, Joseph Kabila, o tanzaniano, Jakaya Kikwete, e do Sudão do Sul, Salva Kiir, cujo país pretende aderir à Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos. A cimeira de Kampala foi o terceiro encontro dos países da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) em dois meses para discutir a crise na RDC.


A CIRGL é composta pela RDC, Angola, Zâmbia, Tanzânia, Burundi, Ruanda, Uganda, República Centro Africana, Congo, Quénia e Sudão do Sul.


Força internacional neutra

Apesar de se terem registado avanços na cimeira, Angola foi um dos países indicados para integrar um grupo de quatro países cujos ministros da Defesa estariam encarregados de fazer uma exposição à União Africana para trabalhar o mais depressa possível na “operacionalização” de uma “força internacional neutra” para intervir na região Leste da República Democrática do Congo, informou a agência France-Press.


A decisão, saída sábado último da mini-cimeira da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos realizada em Kampala (Uganda), inclui o Quénia, Congo-Brazzaville e Tanzânia no grupo de países que vão trabalhar num prazo de três meses na criação da referida “força internacional neutra”. Na mini-cimeira da Kampala, onde o ministro da Defesa, Cândido Van-Dúnem representou o Chefe de Estado angolano, os Presidentes Youweri Museveni, do Uganda, Joseph Kabila, da RDC, Kakaya Kikwete, da Tanzânia, e Salva Kiir, do Sudão do Sul, definiram os contornos de uma força neutra para intervir no Leste da RDC, que vive uma nova escalada de violência. O grande ausente do encontro foi o Presidente do Ruanda, Paul Kagamé, cujo país é acusado pela RDC e pelas Nações Unidas de apoiar rebeldes do grupo “M23”, que lutam contra o exército congolês no Leste da RDC, região extremamente instável.


A ideia de criação de uma força neutra para combater os grupos armados activos naquela região foi lançada à margem de uma cimeira da União Africana realizada em meados de Julho último.


A reunião de sábado, segundo a AFP,  conseguiu poucos elementos sobre a “força neutra”. Diz apenas que é para ser implantada sobre um mandato da União Africana e das Nações Unidas. A Tanzânia ofereceu a sua participação para criar a força internacional. O encontro de Kampala programou para, daqui a um mês, a realização de uma nova cimeira.
Em meados de Agosto, o ministro da Defesa da RDC, Alexandre Luba Ntambo, indicou que a composição da força neutra seria na ordem de quatro mil homens de países africanos, mas sem a integração de ruandeses, ugandeses e burundeses, por considerar que estes países foram aliados na invasão à RDC em meados da década de 90.



 

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