Publié par fara

Por Nelson Marques

Aparecem fundos especiais de milhões e milhões de Euros de um dia para o outro, para apoiar os refugiados que começam a chegar a Portugal.

- Atenção, não tenho nada contra os refugiados, até condiviso com eles o problema. Porque os políticos Europeus sem qualquer experiência ou conhecimento do terreno, foram incentivar e apoiar movimentos da chamada "primavera Árabe" no Norte de Africa, "para arrumar a casa alheia".

- Agora os refugiados em consequência desta estupidéz, fazem as suas trouxas e vão todos para a Europa.

Eu também no lugar deles faria o mesmo, já que entraram na minha casa sem pedir-me licença e meteram-se a alterar os pilares base existentes, acabando por fazer a casa cair toda. Agora teriam de dar-me outra casa e nova. - Porque quem estraga velho, paga novo !

A palhaçada e a tourada dos políticos portugueses começa quando se organizam alojamentos, alimentação, cuidados de saúde e cuidados de educação, para todos os refugiados que vêm para Portugal, mas para os próprios filhos da terra… nada, mesmo nada.

Já não há vergonha, não existe mais moral, as pessoas tornaram-se “robots” e movem-se como máquinas, o egoismo instalou-se em todos os níveis do País e é o “salva-se quem puder”.

Só nas ruas da cidade do Porto, existem dezenas e dezenas de crianças a dormirem nas ruas, mas já ninguêm liga a isso talvéz por serem portuguesas, se fossem crianças de outro país... estariam bem melhor... em Portugal.

Há famílias inteiras a viver nas ruas da cidade do Porto e esta realidade aponta para casos cada vez mais dramáticos. O número de pessoas sem casa aumenta a olhos vistos.

Não basta ter um teto para deixar de ser sem-abrigo. As entidades oficias, fecham o olho e evitam encarar o problema de frente e recusam fazer um levantamento oficial, mas dados recolhidos pelos movimentos de solidariedade, que trabalham no terreno, revelam uma realidade dramática. Há, pelo menos, 100 crianças entre os 1.500 sem-abrigo referenciados na cidade do Porto.

Os números variam a um ritmo assustadoramente elevado à medida que os últimos meses avançam e pecam por defeito. O único dado adquirido é que a “crise provocou o aumento substancial” dos sem-abrigo, só nas ruas do Porto.

Também existem nas ruas do Porto sem-abrigo estrangeiros que perderam o trabalho e não têm como regressar ao país de origem, os velhos cujas reformas deixaram de cobrir as despesas básicas, os que ainda há poucos anos integravam a chamada classe média e que o desemprego atirou entretanto para a rua. Entre outros, muitos outros, a quem vicissitudes várias levaram a um desfecho comum: a rua como único ponto de abrigo. E há os menores, crianças e jovens até aos 18 anos, que são obrigados a viver ao relento.

“Há famílias com filhos que não têm outra alternativa que não a rua. Têm sido sinalizados cada vez mais casos desses. Quem quiser ver este cenário, basta dar um passeio nocturno pelas ruas da cidade as ruas da cidade do Porto para verem centenas e centenas de pessoas que não têm teto na cidade.

Nesta cifra, não estão englobados os indivíduos que, “mesmo tendo um teto, não têm condições para o manter permanentemente e estão dependentes do Estado para não voltarem a dormir ao relento, ou quem é obrigado a ocupar casas devolutas ou abandonadas porque não tem mais para onde ir e quem tem quarto de pensão pago pelo Estado mas apenas lá está autorizado a passar a noite.

E ainda não estão contabilizados os que recorrem a ajuda alimentar mesmo possuindo telhado permanente. “Há cada vez mais casos de miséria permanente, é muito assustador”, revolta-se La Salete Santos, do movimento Uma Vida como a Arte.

É vê-los nas filas para as refeições que várias instituições e associações entregam diariamente na cidade do Porto, o fenómeno é uma realidade bem visível, enquanto nos concelhos limitrofes de Matosinhos, Gaia e Gondomar ainda não se conhecem quantas ‘sopas dos pobres’ existem.

Com a crise e os altos níveis de desemprego, o fenómeno alargou-se a outros setores da sociedade. No Porto, como em Lisboa, ou Setúbal, três grandes centros urbanos de Portugal, há cada vez mais famílias inteiras a comerem apenas o que mãos solidárias lhes fazem chegar. E cada vez mais crianças a integrar esta lista.

Muitos dos "novos pobres" não querem dar a cara. Entende-se, porque até há pouco tempo, pertenciam à classe média. Pagavam empréstimo da casa, tinham filhos a estudar e comida não faltava. Bife ou salsicha enlatada, consoante as possibilidades de cada um, mas, pelo menos, tinham uma refeição condigna.

Portugal um País de autêntica tourada !
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