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Feitos de Mbinda são reconhecidos

O Ministério das Relações Exteriores salientou as qualidades do nacionalista e embaixador angolano Afonso Van-Dúnem “Mbinda” falecido, em Luanda, vítima de doença, aos 73 anos.

“Neste momento de tristeza, por tão infausto acontecimento, o Ministério das Relações Exteriores recorda o embaixador Afonso Domingos Van-Dúnem “Mbinda” com indelével respeito pela sua contribuição, entrega abnegada e elevado sentido de Estado para a afirmação de Angola na arena internacional”, sublinha um comunicado daquele Ministério.


O documento recorda “o diplomata de fino trato” que “contagiou com o seu exemplo a nova geração de diplomatas angolanos, que sempre viram nele um homem de trato fácil e harmonioso”. A sua morte, refere, deixa um vazio e constitui uma perda irreparável para a diplomacia angolana. O Presidente da Assembleia Nacional expressou a sua profunda consternação pela morte de Afonso Van-Dúnem “Mbinda”. Fernando da Piedade Dias dos Santos refere na nota de condolências, em nome do Parlamento, que Afonso Mbinda foi um nacionalista íntegro e de carácter exemplar.


O ministro da Defesa, João Lourenço, também lembrou, em comunicado, que Afonso “Mbinda” foi “um eminente nacionalista que emprestou toda a sua juventude, saber e determinação à luta para a conquista da Independência Nacional, instauração da democracia, da paz e reconciliação nacional”.


Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, realça, foi um diplomata de excelência, reconhecido internacionalmente. O embaixador Miguel da Costa e os funcionários da representação diplomática em França também lamentam o falecimento do nacionalista de Afonso “Mbinda” e evocam “o homem simples, de trato fácil e cordato”.


O texto acentua “a bravura e dedicação” de Afonso “Mbinda” à causa da libertação do povo e que por isso “é um exemplo para toda a juventude angolana”.


Os diplomatas e os trabalhadores da Missão Permanente junto da ONU e de outras organizações Internacionais, em Genebra, expressaram igualmente profunda dor e consternação pelo falecimento de Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, “nacionalista e exímio diplomata, que será lembrado pelo desempenho, zelo e dedicação em prol da diplomacia angolana”. A Embaixada de Angola nos EUA manifesta “profunda consternação” pela morte do nacionalista, que “soube sempre emprestar o seu saber e abnegação à causa do povo angolano”.


A cônsul geral de Angola em Houston, Júlia Machado, destaca “as qualidades profundamente humanas” do malogrado, que “se dedicou, desde muito jovem, à causa da libertação nacional e da defesa dos ideais da democracia, da paz e do bem-estar do povo angolano”.


Hendrick Vaal Neto, embaixador no Zimbabwe, sublinha que a morte de Afonso Van-Dúnem “deixa um grande vazio na arena da diplomacia angolana e representa enorme perda para a sua família e para o país”. O embaixador na Suíça, Osvaldo Varela, lamenta a morte de “um dos melhores filhos de Angola e diplomata empenhado”que dedicou todo o saber e abnegação ao fortalecimento da diplomacia angolana.


O embaixador no México, Leovigildo da Costa e Silva, também expressa “profunda consternação e pesar” pelo “fatídico e prematuro acontecimento”. Ao Jornal de Angola chegaram ainda mensagens da Reitoria da UAN, do embaixador no Quénia, do chefe do Estado-Maior das FAA, da CASA-CE, da JMPLA, da Fundação Sagrada Esperança, de que o malogrado era presidente do conselho de administração.


Afonso Ban-Dúnem “Mbinda”, licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto, desempenhou, entre outros, oscargo de ministro das Relações Exteriores de 1985 a 1989.

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