Publié par fara

O Governo angolano assinou, em Luanda, um instrumento de trabalho da União Africana que visa, entre outros objectivos, desenvolver a agricultura familiar, uma área que representa cerca de 80 por cento da produção a­grícola nacional.

Denominado Programa Detalhado para o Desenvolvimento da Agricultura em África (PDDAA), o acordo faz parte da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), órgão da União Africana, e foi rubricado pelo ministro da Agricultura de Angola, Afonso Pedro Canga.


O PDDAA tem como objectivo principal a reestruturação da agricultura africana, de forma a estimular ou facilitar que os países deste continente alcancem um crescimento anual de até 6 por cento.


Segundo o ministro Afonso Pedro Canga, o passo dado por Angola permite dar sequência aos trabalhos para a elaboração, a breve prazo, do Plano Nacional de Investimento Agrícola e da Segurança Alimentar Nutricional.


Por sua vez, o representante da FAO em Angola, Mamadou Diallo, que também participou na cerimónia, felicitou o Governo angolano por fazer parte da lista dos mais de 40 países africanos que já assinaram estes pactos. Mamadou Diallo destacou que Angola rubricou o documento­ ­numa altura em que está engajada no processo de elevação do país para o nível de rendimento médio, salientando que a execução da segunda etapa deste pacto permitirá ao Governo angolano alcançar os objectivos nacionais para a erradicação da fome e insegurança alimentar e de redução da pobreza.


Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia, o director do Gabinete de Segurança Alimentar do Ministério da Agricultura de Angola, David Tunga, disse que o pacto assinado versa sobre o desenvolvimento da agricultura familiar, no domínio da irrigação, extensão rural e investigação.


“Quero destacar que a agricultura familiar tem um peso bastante grande, porque 60 a 80 por cento da produção que se consome no país provém da agricultura familiar", referiu David Tunga.


O responsável apontou ainda alguns desafios no desenvolvimento da agricultura familiar, realçando situações climáticas, que têm sido colmatadas com o aumento da produção em outras regiões pouco afectadas pela seca.


“No cômputo geral e no que diz respeito à produção alimentar, a situação do país melhorou significativamente. Naturalmente que não estamos satisfeitos, porque precisámos todos os anos incrementar os níveis de produção", adiantou.


“Estamos agora a trabalhar também para alavancar a agricultura empresarial, mas não podemos perder de vista que é da agricultura familiar que obtemos o necessário para o nosso consumo, eis a razão de todos esses convénios para aumentar a intervenção dos agricultores familiares", rematou.


A agricultura familiar em Angola domina a quase totalidade das explorações agrícolas, representando 99,8 por cento da estrutura agrária do país e por isso assume um papel estratégico na promoção da segurança alimentar e nutricional, aspecto que deve ser tido em conta no processo de formulação e implementação de políticas públicas para agricultura e desenvolvimento rural.


Dada a sua importância, o tema consta da agenda do Fórum sobre a Mulher Rural promovido a partir de hoje em Luanda, numa iniciativa do Executivo.

Via JA

Agricultura familiar tem acordo alargado
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