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Por Bernardo Capita | Cabinda

A primeira fase da construção do Pólo Industrial de Futila, em Cabinda, fica concluída em Dezembro próximo, com a urbanização, infra-estruturas e loteamento de 112 hectares para a instalação de 60 unidades de produção.

As infra-estruturas estão avançadas, com destaque para dois edifícios, um de apoio à área administrativa e outro para os serviços de bombeiros, um sistema de tratamento de água com três reservatórios, sendo um de elevação de 300 metros cúbicos e dois subterrâneos de 2.300 metros cúbicos.


A primeira fase contempla ainda um loteamento onde os operadores vão construir as empresas, com primazia para pequenas indústrias e algumas de prestação de serviços no ramo petrolífero.


Como condição para se instalarem no Pólo Industrial, as unidades de produção devem privilegiar a utilização de matéria-prima local, de modo a ampliar o seu impacto na economia da província.


O responsável provincial do Gabinete Técnico do Pólo de Desenvolvimento Industrial de Futila, João Martins, disse ao Jornal de Angola que as obras vão até ao fim sem novas paralisações, pois as verbas para a primeira fase, num total de 6,8 mil milhões de kwanzas, estão a ser alocadas pelo Executivo no devido prazo.


O responsável afirmou que, na segunda fase do projecto, vão ser instaladas no Pólo Industrial do Futila “empresas de capital intensivo, como as indústrias química e petroquímica”.


João Martins revelou que o Gabinete Técnico recebe diariamente solicitações de empresários interessados em instalar-se no futuro perímetro industrial, razão pela qual já se pensa em aumentar em 600 hectares os 2.345 previstos na planta geral, para satisfazer os pedidos.


A grande procura por parte dos empresários demonstra o impacto do projecto na sociedade e João Martins disse que o pólo do Futila vai ser a mola impulsionadora do desenvolvimento regional.

Prazos contratuais

A governadora provincial de Cabinda visitou as obras do Pólo Industrial do Futila. Depois de percorrer as áreas adjacentes, onde estão a ser construídas as infra-estruturas básicas e de a­poio à área administrativa e o sistema de tratamento de água, Aldina da Lomba manifestou a sua satisfação pela forma como estão a decorrer os trabalhos.


O vice-governador para a Área Económica, Romão Lembe, fez o balanço da visita e disse que foram deixadas recomendações às empresas construtoras e de fiscalização para que a primeira fase do projecto fique concluída dentro do prazo.


“É de todo o interesse do Governo Provincial que a primeira fase do projecto de construção do Pólo Industrial do Futila seja concluída dentro dos prazos contratuais”, sublinhou.
Para o vice-governador, a construção do Pólo Industrial do Futila “vai permitir que a província tenha o seu tecido social mais enriquecido, já que vai criar novos empregos, garantir mais rendimentos para os cofres de Estado e a capacidade financeira aumentada em termos de impostos resultantes das contribuições de empresários e dos trabalhadores”.

Economia real

A Comissão para a Economia Real do Conselho de Ministros analisou no mês passado, na sua sessão ordinária, o estudo de viabilidade para a criação da Rede Nacional de Pólos de Desenvolvimento Industrial, em que está inserido o Futila.


A rede inclui os pólos de desenvolvimento industrial de Viana (Luanda) e da Catumbela (Benguela), já em funcionamento, de Cabinda (Futila), Lucala (Cuanza Norte), Caála (Huambo), Soyo (Zaire), Negage (Uíge) e Saurimo (Lunda Sul).


O estudo elaborado e apresentado à Comissão da Economia Real faz uma avaliação sobre a especificidade de cada província onde os pólos vão ser instalados.


A governadora Aldina da Lomba visitou também as obras da moagem de Cabinda, uma imponente infra-estrutura económica em construção na planície de Malembo. As obras andaram rapidamente mas agora estão paradas por questões financeiras. Em termos de execução física, foram construídos o parque para stock de cerais, com capacidade para seis mil toneladas, a estrutura da moagem, onde vai ser instalado todo o equipamento técnico, e a nave de armazenamento e secagem.


Apesar da paralisação, os técnicos da empresa contratada preparam a montagem do equipamento da moagem, que já se encontra no local. O vice-governador para Área Económica, Macário Lembe, garantiu que as obras vão arrancar em breve e nunca kais param até a empresa começar a laborar.

Porto de águas profundas

A governadora provincial de Cabinda, Aldina da Lomba, visitou também o local onde vai ser construído o porto de águas profundas, cujas obras tardam a arrancar, dois anos após o lançamento da primeira pedra.


O presidente do conselho de administração do Porto de Cabinda, Nazareth Neto, disse que a construção está consignada à empresa privada “Caio Porto”, que neste momento ultima algumas questões administrativas relativas ao direito de superfície. Existem ainda questões por esclarecer, como a indemnização aos moradores do local, que reclamam a posse de terrenos no perímetro do projecto. A vedação do terreno está na recta final para impedir a entrada de pessoas estranhas.


A construção do porto de á­guas profundas de Cabinda vai ter três fases. A primeira consiste na construção das instalações portuárias, área de serviços de carga com 100 hectares, que inclui a zona de armazenamento e os escritórios de empresas de transportes e logística.


A curto prazo, vão ser criados mil empregos directos e a longo prazo nas áreas do porto, escritórios e administração 1.500 empregos indirectos.


As obras da primeira fase estão avaliadas 600 milhões de dólares (60 mil milhões de kwanzas) e prevêem a construção das áreas de serviços, a edificação do cais comercial de 775 metros, plataformas de apoio de 360 metros, círculo de giro, canal de acesso de 150 metros de largura, bacia de manobra com 215 metros de largura, com uma secção profunda e rasa.


A segunda fase consiste na construção de um cais comercial de 1.550 metros, uma bacia com 270 metros de largura, uma secção profunda de 12.5 metros e outra rasa de sete metros.


Na terceira fase, o cais comercial passa a ter um comprimento da parede de 1.925 metros, um canal de acesso de 170 metros de largura, um círculo de giro de 450 metros de diâmetro, uma bacia de 270 metros de largura e uma secção profunda de 14.5 metros.

Via JA

Grandes avanços no Pólo de Futila
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