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O Chefe de Estado angolano destacou, esta sexta-feira em Luanda, a China como um exemplo para os povos que lutam pelo seu desenvolvimento, procurando satisfazer todas as suas necessidades materiais, espirituais e culturais.

O vosso país transmite-nos a esperança de que afinal é possível com trabalho, perseverança e políticas acertadas vencer o atraso económico, técnico e social e integrar o conjunto de países mais desenvolvido do planeta", declarou.

O Presidente da República discursava na abertura das conversações oficiais entre Angola e uma delegação chinesa, encabeçada pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que terminou sexta-feira uma visita oficial de dois dias ao país.

José Eduardo dos Santos declarou que os resultados alcançados no domínio económico, tecnológico, científico, social e político elevaram a China à condição de potência mundial que joga um papel importante e incontornável no equilíbrio das relações internacionais.

Enalteceu o apoio chinês à luta de libertação de Angola contra o colonialismo e contínuo apoio ao processo de reconstrução nacional.

José Eduardo dos Santos realçou também a convergência de posições entre Angola e China no plano internacional e em todas as questões que afectam a segurança internacional.

O Chefe de Estado referiu que a paz e estabilidade são condições essenciais para o desenvolvimento, assim como o diálogo e a negociação, a melhor via para a sua manutenção ou sua recuperação, em caso de conflito.

Neste sentido, disse, "é desejo do governo angolano continuar a consertar posições com a China no plano diplomático, para garantir a segurança no Golfo da Guiné e a influenciar todas as partes para o restabelecimento e consolidação da paz na região dos Grandes Lagos, na República Centro Africana (RCA), na Nigéria e no Sudão do Sul.

Considerou também importante que a China, enquanto membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, exerça também a sua influência para que as forças de manutenção de paz em África possam ter recursos e continuar a desenvolver as respectivas missões com sucesso.

Explicou que Angola, ao candidatar-se a membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, pretende, àquele nível, apresentar os seus pontos de vista e contribuir para a paz e segurança internacionais, sempre ciente de que esta premissa é fundamental para o funcionamento normal do actual sistema das relações no mundo.

Por sua vez, o primeiro-ministro chinês, Li Kegiang, reafirmou, na mesma ocasião, a disposição de o seu país fortalecer a cooperação com Angola, bem como o desejo de ver mais facilidades políticas para as empresas e cidadãos chineses.

Li Kegiang adiantou que o seu país considera Angola como um parceiro prioritário na cooperação com África e um amigo sincero e confiável da China.

Referiu o apoio das autoridades chinesas a Angola na implementação do Programa Nacional de Desenvolvimento, que tem como lema "Crescimento, Estabilidade e Emprego".

Segundo Li Kegiang, as empresas chinesas capazes e de boa-fé serão encorajadas ainda mais a realizar negócios com Angola.

Por esse motivo disse esperar que seja assinado, quanto antes, um acordo de protecção de investimentos.

O governante asiático deu a conhecer que, neste momento, Angola alberga a maior comunidade chinesa em África, o que demonstra que existe solidariedade entre os dois países.

Além disso, o governante chinês anunciou ainda uma doação de 180 milhões de Yuans (1 Yuans equivale a 16 Akz) para apoiar o desenvolvimento de Angola.

"A fim de apoiar o desenvolvimento económico de Angola, a China oferece uma ajuda gratuita ao país para os projectos aprovados no quadro da cooperação entre as partes", declarou.

Adiantou que o seu país gostaria de cooperar com Angola na formação de recursos humanos e proporcionar, pelo menos, cem bolsas anuais.

O primeiro-ministro encorajou as empresas do seu país a garantir formação profissional a angolanos, mediante bolsas de estudos e cursos profissionalizantes.

ACORDOS

Vários acordos de cooperação entre Angola e a China, com destaque para o de isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviços, foram rubricados durante a visita de Li Keqiang a Luanda.

Os acordos versam a cooperação económica e técnica, troca de notas sobre o fornecimento de equipamento médico e mobiliário ao Hospital Geral de Luanda e de crédito, entre o Banco de Desenvolvimento da China e o Ministério das Finanças de Angola.

Constam ainda documentos relativos ao quadro de cooperação sobre seguros de financiamento, garantidos pelo ministério angolano das Finanças e a empresa chinesa SINOSURE, o Memorando de Entendimento sobre Parceria Estratégica entre o ministério da Finanças e o Banco do Comércio e Investimento da China, bem como o Acordo de Crédito ao Comprador do projecto de exploração agrícola do Cuimba.

As delegações acordaram igualmente um crédito para reabilitação e aproveitamento hidroeléctrico Chiube/Dala e respectivas linhas de transporte de energia, na região da Lunda Norte, além do financiamento, individual, do Instituto de Formação Económica e Financeira dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP).

Li Keqiang chefiou uma comitiva integrada por membros do governo, homens de negócios e profissionais da comunicação social e esteve em Angola no âmbito de um périplo que o levou a Abuja (Nigéria), à Etiópia, seguindo-se o Quénia, última etapa da digressão por África.

Via Angop

José Eduardo dos Santos: "China é exemplo para os povos"
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